quinta-feira, 15 de julho de 2010

15/07/2010





Hoje é o dia em que começo a escrever, por no branco um pouco das coisas que estão me angustiando "lately". Esse período em casa "it´s killing me", já não aguento mais e agora estou vendo o quão são difíceis as coisas quando se está "out of box". Tudo são boatos, as pessoas erram, ou pensam estar certas, criam padrões e acham que tudo é fácil demais, pois digo que não é fácil "dealing", "facing" o desespero que algumas pessoas sentem por não possuir um trabalho. Piadas, brincadeiras, quando se está fora do mercado, em casa, tudo é motivo para comparações onde muitas vezes as pessoas tornam-se vítimas cruéis do acaso ou do momento.

Estou vivendo nesses últimos meses dias longos, tenho trabalho sim, porém meu telefone não tem tocado muito ultimamente o que torna ainda mais angustiante cumprir com minhas responsabilidades no final do mês.

Estou esperando resposta de 3 processos seletivos que parecem não acabar nunca. As instruções que são dadas é para sempre checar o e-mail e deixar o telefone ligado para contato. É uma tortura imensurável, principalmente quando se está precisando. Lembro me de quando havia passado para Dtt, na época estagiário de uma outra empresa, parecia ter sido mais fácil enfrentar tudo isso por estar com a mente ocupada. Agora é diferente, mesmo com a experiência que muitos dizem ser boa, esta não tem sido uma aliadal.

Não entendo, mas tento entender e vou continuar sem desistir enquanto houver fé.

Até breve...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

"...As vezes dá certo..."

Nunca foi fácil para Pederneiras manter em segredo o sentimento que tinha por Liete. Rapaz caseiro, de alta-estima baixa, torcedor do Goiás e frequentador de bares de terceira categoria não sabia como se libertar de tal "mal" que lhe atordoava diariamente. Se embebedava constantemente para tentar se sentir "free", e de vez em quando se perdia por bordéis ficando bons dias sem voltar para casa. Essa era vida de Pederneiras, "slave" dele mesmo, sem sonhos, sem expectativas, sem um ideal e com uma grande frustração.

Nma quarta-feira quando passava por uma dessas lojas artigos baratos para o lar, Pederneiras despertou e viu seu semblante no reflexo da vidraça. Sentiu vergonha daquele que estava a sua frente, seus olhos encheram-se de lágrimas, motivou-se a mudar sua vida. Pederneiras estava vivo novamente. Iniciou sua nova jornada com 100 flexões, e não conseguiu levantar no outro dia. Estava todo dolorido.

Liete sabia do sentimento de Pederneiras por ela, era uma mulher forte, 4 casamentos é 3 filhos, não podia se envolver emocionalmente com ele, mas gostava a provocar o pobre diabo do Pederneiras e a dar esperença de um possível relacionamento no futuro. Gostava de dinheiro, de conforto. Não era uma pessoa de bom coração e sabendo disso, vivia a rir das peripécias que fazia com Pederneiras.

O pobre homem mudou, barba feita, cabelo ao vento, alguns quilos a menos, perfume suave. Esse era o novo Pederneiras, até um emprego havia arrumado com um conhecido da vizinhança. Estava a sentir as mudanças em sua vida e já não bebia há 3 semanas. Esse era o sinal de mudança que aguardou durante toda a vida. A chance de sair da pindaíba, da penumbra havia chegado. Sorriu ao olhar para o Sol. Continuou sem trajeto.

Pederneiras naquele dia havia decidido falar com Liete, tinha que enfrentar aquele fantasma que fazia de sua vida uma desgraça e o momento era esse, pois não correria mais, não podia mais retroceder na vida....

Continua